Muitas são as vezes que pensamos em buscar ajuda. Em geral, as pessoas que chegam aos consultórios psicológicos estão sofrendo. Perderam o emprego, terminaram um relacionamento, sentem a falta de um ente querido, dificuldades na escola, no trabalho, doenças, dificuldades de relacionamento, timidez, abuso de drogas, enfim... A lista dos motivos que pode nos fazer sofrer é muito extensa. Mas você poderia me perguntar: e quem sofre, precisa de terapia? E se todo mundo sofre, então todos precisam?




Voltar
Reorganizar
Reciclar
Equilibrar
E ser Feliz!!!
Vem comigo, vamos entender um pouquinho deste grande Universo Chamado " Mundo Interior"
Não devemos esquecer que a vida, e vida com qualidade, com saúde física e psicológica, é o nosso maior bem, mas é um bem finito. Não teremos toda a eternidade para tentarmos ser felizes.

16/03/2011

O Transtorno Bipolar

abipolar
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O Transtorno Bipolar

O que é?

O transtorno afetivo bipolar era denominado até bem pouco tempo de psicose maníaco-depressiva. Esse nome foi abandonado principalmente porque este transtorno não apresenta necessariamente sintomas psicóticos, na verdade, na maioria das vezes esses sintomas não aparecem. Os transtornos afetivos não estão com sua classificação terminada. Provavelmente nos próximos anos surgirão novos subtipos de transtornos afetivos, melhorando a precisão dos diagnósticos. Por enquanto basta-nos compreender o que vem a ser o transtorno bipolar. Com a mudança de nome esse transtorno deixou de ser considerado uma perturbação psicótica para ser considerado uma perturbação afetiva.
A alternância de estados depressivos com maníacos é a tônica dessa patologia. Muitas vezes o diagnóstico correto só será feito depois de muitos anos. Uma pessoa que tenha uma fase depressiva, receba o diagnóstico de depressão e dez anos depois apresente um episódio maníaco tem na verdade o transtorno bipolar, mas até que a mania surgisse não era possível conhecer diagnóstico verdadeiro. O termo mania é popularmente entendido como tendência a fazer várias vezes a mesma coisa. Mania em psiquiatria significa um estado exaltado de humor que será descrito mais detalhadamente adiante.
A depressão do transtorno bipolar é igual a depressão recorrente que só se apresenta como depressão, mas uma pessoa deprimida do transtorno bipolar não recebe o mesmo tratamento do paciente bipolar.

Características

O início desse transtorno geralmente se dá em torno dos 20 a 30 anos de idade, mas pode começar mesmo após os 70 anos. O início pode ser tanto pela fase depressiva como pela fase maníaca, iniciando gradualmente ao longo de semanas, meses ou abruptamente em poucos dias, já com sintomas psicóticos o que muitas vezes confunde com síndromes psicóticas. Além dos quadros depressivos e maníacos, há também os quadros mistos (sintomas depressivos simultâneos aos maníacos) o que muitas vezes confunde os médicos retardando o diagnóstico da fase em atividade.

Tipos

Aceita-se a divisão do transtorno afetivo bipolar em dois tipos: o tipo I e o tipo II. O tipo I é a forma clássica em que o paciente apresenta os episódios de mania alternados com os depressivos. As fases maníacas não precisam necessariamente ser seguidas por fases depressivas, nem as depressivas por maníacas. Na prática observa-se muito mais uma tendência dos pacientes a fazerem várias crises de um tipo e poucas do outro, há pacientes bipolares que nunca fizeram fases depressivas e há deprimidos que só tiveram uma fase maníaca enquanto as depressivas foram numerosas. O tipo II caracteriza-se por não apresentar episódios de mania, mas de hipomania com depressão.
Outros tipos foram propostos por Akiskal, mas não ganharam ampla aceitação pela comunidade psiquiátrica. Akiskal enumerou seis tipos de distúrbios bipolares.

Fase maníaca

Tipicamente leva uma a duas semanas para começar e quando não tratado pode durar meses. O estado de humor está elevado podendo isso significar uma alegria contagiante ou uma irritação agressiva. Junto a essa elevação encontram-se alguns outros sintomas como elevação da auto-estima, sentimentos de grandiosidade podendo chegar a manifestação delirante de grandeza considerando-se uma pessoa especial, dotada de poderes e capacidades únicas como telepáticas por exemplo. Aumento da atividade motora apresentando grande vigor físico e apesar disso com uma diminuição da necessidade de sono. O paciente apresenta uma forte pressão para falar ininterruptamente, as idéias correm rapidamente a ponto de não concluir o que começou e ficar sempre emendando uma idéia não concluída em outra sucessivamente: a isto denominamos fuga-de-idéias.. O paciente apresenta uma elevação da percepção de estímulos externos levando-o a distrair-se constantemente com pequenos ou insignificantes acontecimentos alheios à conversa em andamento. Aumento do interesse e da atividade sexual. Perda da consciência a respeito de sua própria condição patológica, tornando-se uma pessoa socialmente inconveniente ou insuportável. Envolvimento em atividades potencialmente perigosas sem manifestar preocupação com isso. Podem surgir sintomas psicóticos típicos da esquizofrenia o que não significa uma mudança de diagnóstico, mas mostra um quadro mais grave quando isso acontece.

Fase depressiva

É de certa forma o oposto da fase maníaca, o humor está depressivo, a auto-estima em baixa com sentimentos de inferioridade, a capacidade física esta comprometida, pois a sensação de cansaço é constante. As idéias fluem com lentidão e dificuldade, a atenção é difícil de ser mantida e o interesse pelas coisas em geral é perdido bem como o prazer na realização daquilo que antes era agradável. Nessa fase o sono também está diminuído, mas ao contrário da fase maníaca, não é um sono que satisfaça ou descanse, uma vez que o paciente acorda indisposto. Quando não tratada a fase maníaca pode durar meses também.

Exemplo de como um paciente se sente

…Ele se sente bem, realmente bem…, na verdade quase invencível. Ele se sente como não tendo limites para suas capacidades e energia. Poderia até passar dias sem dormir. Ele está cheio de idéias, planos, conquistas e se sentiria muito frustrado se a incapacidade dos outros não o deixasse ir além. Ele mal consegue acabar de expressar uma idéia e já está falando de outra numa lista interminável de novos assuntos. Em alguns momentos ele se aborrece para valer, não se intimida com qualquer forma de cerceamento ou ameaça, não reconhece qualquer forma de autoridade ou posição superior a sua. Com a mesma rapidez com que se zanga, esquece o ocorrido negativo como se nunca tivesse acontecido nada. As coisas que antes não o interessava mais lhe causam agora prazer; mesmo as pessoas com quem não tinha bom relacionamento são para ele amistosas e bondosas.

Sintomas (maníacos):

Sentimento de estar no topo do mundo com um alegria e bem estar inabaláveis, nem mesmo más notícias, tragédias ou acontecimentos horríveis diretamente ligados ao paciente podem abalar o estado de humor. Nessa fase o paciente literalmente ri da própria desgraça.
Sentimento de grandeza, o indivíduo imagina que é especial ou possui habilidades especiais, é capaz de considerar-se um escolhido por Deus, uma celebridade, um líder político. Inicialmente quando os sintomas ainda não se aprofundaram o paciente sente-se como se fosse ou pudesse ser uma grande personalidade; com o aprofundamento do quadro esta idéia torna-se uma convicção delirante. Sente-se invencível, acham que nada poderá detê-las.
Hiperatividade, os pacientes nessa fase não conseguem ficar parados, sentados por mais do que alguns minutos ou relaxar.
O senso de perigo fica comprometido, e envolve-se em atividade que apresentam tanto risco para integridade física como patrimonial.
O comportamento sexual fica excessivamente desinibido e mesmo promíscuo tendo numerosos parceiros num curto espaço de tempo.
Os pensamentos correm de forma incontrolável para o próprio paciente, para quem olha de fora a grande confusão de idéias na verdade constitui-se na interrupção de temas antes de terem sido completados para iniciar outro que por sua vez também não é terminado e assim sucessivamente numa fuga de idéias.
A maneira de falar geralmente se dá em tom de voz elevado, cantar é um gesto freqüente nesses pacientes. A necessidade de sono nessa fase é menor, com poucas horas o paciente se restabelece e fica durante todo o dia e quase toda a noite em hiperatividade.
Mesmo estando alegre, explosões de raiva podem acontecer, geralmente provocadas por

A fase depressiva

Na fase depressiva ocorre o posto da fase maníaca, o paciente fica com sentimentos irrealistas de tristeza, desespero e auto-estima baixa. Não se interessa pelo que costumava gostar ou ter prazer, cansa-se à-toa, tem pouca energia para suas atividades habituais, também tem dificuldade para dormir, sente falta do sono e tende a permanecer na cama por várias horas. O começo do dia (a manhã) costuma ser a pior parte do dia para os deprimidos porque eles sabem que terão um longo dia pela frente. Apresenta dificuldade em concentra-se no que faz e os pensamentos ficam inibidos, lentificados, faltam idéias ou demoram a ser compreendidas e assimiladas. Da mesma forma a memória também fica prejudicada. Os pensamentos costumam ser negativos, sempre em torno de morte ou doença. O apetite fica inibido e pode ter perda significativa de peso.

Generalidades

Entre uma fase e outra a pessoa pode ser normal, tendo uma vida como outra pessoa qualquer; outras pessoas podem apresentar leves sintomas entre as fases, não alcançando uma recuperação plena. Há também os pacientes, uma minoria, que não se recuperam, tornando-se incapazes de levar uma vida normal e independente.
A denominação Transtorno Afetivo Bipolar é adequada? Até certo ponto sim, mas o nome supõe que os pacientes tenham duas fases, mas nem sempre isso é observado. Há pacientes que só apresentam fases de mania, de exaltação do humor, e mesmo assim são diagnosticados como bipolares. O termo mania popularmente falando não se aplica a esse transtorno. Mania tecnicamente falando em psiquiatria significa apenas exaltação do humor, estado patológico de alegria e exaltação injustificada.
O transtorno de personalidade, especialmente o borderline pode em alguns momentos se confundir com o transtorno afetivo bipolar. Essa diferenciação é essencial porque a conduta com esses transtornos é bastante diferente.

Qual a causa da doença?

A causa propriamente dita é desconhecida, mas há fatores que influenciam ou que precipitem seu surgimento como parentes que apresentem esse problema, traumas, incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças, troca de emprego, fim de casamento, morte de pessoa querida. Em aproximadamente 80 a 90% dos casos os pacientes apresentam algum parente na família com transtorno bipolar.

Como se trata?

O lítio é a medicação de primeira escolha, mas não é necessariamente a melhor para todos os casos. Freqüentemente é necessário acrescentar os anticonvulsivantes como o tegretol, o trileptal, o depakene, o depakote, o topamax.
Nas fases mais intensas de mania pode se usar de forma temporária os antipsicóticos. Quando há sintomas psicóticos é quase obrigatório o uso de antipsicóticos. Nas depressões resistentes pode-se usar com muita cautela antidepressivos. Há pesquisadores que condenam o uso de antidepressivo para qualquer circunstância nos pacientes bipolares em fase depressiva, por causa do risco da chamada “virada maníaca”, que consiste na passagem da depressão diretamente para a exaltação num curto espaço de tempo.

O tratamento com lítio ou algum anticonvulsivante deve ser definitivo, ou seja, está recomendado o uso permanente dessas medicações mesmo quando o paciente está completamente saudável, mesmo depois de anos sem ter problemas. Esta indicação se baseia no fato de que tanto o lítio como os anticonvulsivantes podem prevenir uma fase maníaca poupando assim o paciente de maiores problemas. Infelizmente o uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas, apenas diminui as chances disso acontecer.
Pacientes hipertensos sem boa resposta ao tratamento de primeira linha podem ainda contar com o verapamil, uma medicação muito usada na cardiologia para controle da hipertensão arterial que apresenta efeito anti-maníaco. A grande desvantagem do verapamil é ser incompatível com o uso simultâneo do lítio, além da hipotensão que induz nos pacientes normotensos

Fonte: http://www.psicosite.com.br/tra/hum/bipolar.htm#exemplo

15/03/2011

Relacionamentos Saudáveis - A Base da Felicidade


Hoje as pessoas não vêem mais sentido em suportar um relacionamento por dever. Elas querem ser felizes e se não conseguem, sentem muito mais facilidade em se separar.



A felicidade só é possível quando se constroem relacionamentos saudáveis. É pelos encontros que cultivamos em nossa vida, que vamos atingir a maturidade.

Cada vez mais as pessoas descobrem que precisam adotar uma nova maneira de se relacionar, na qual o contato signifique não só crescimento, mas um laço de união profunda entre elas. Um relacionamento construtivo segue a fórmula eu+tu+nós. Isso só se torna possível quando uma relação estimula o crescimento de cada pessoa e cria uma nova entidade, que vai além dos dois.



É triste ver uma união que não consegue evoluir, apesar da consideração que as pessoas têm uma pela outra. Antigamente, quando isso acontecia num casamento, o casal ficava junto apenas por obrigação. Os dois viviam infelizes até que a morte os separasse. Enquanto isso, destruíam-se. Apesar do sofrimento, lutava-se para manter as aparências.



Hoje as pessoas não vêem mais sentido em suportar um relacionamento por dever. Elas querem ser felizes e se não conseguem, sentem muito mais facilidade em se separar. Certamente, a separação não é a única solução para as dificuldades de convívio, mas continuar junto por dever não é mais suficiente. As pessoas querem e merecem mais.



Os relacionamentos de dependência



O modelo de dependência do passado está falido. Viver para controlar o outro é muito desgastante. Os donos do futuro têm claro que se não há mais espaço para os individualistas também já não há lugar para pessoas dependentes. O mundo atual exige que sejamos autônomos e capazes de administrar nossa vida. Não devemos confundir cooperação com dependência. Na empresa, é preciso que os relacionamentos estimulem as pessoas a desenvolver capacidade. É tanto trabalho, são tantas mudanças, que ninguém tem mais tempo de controlar os outros.



Nem o gerente tem tempo de verificar se a secretária fez o que combinaram nem ela tem tempo de mimá-lo. São duas pessoas autônomas que trabalham juntas pelo prazer de construir o sucesso da organização. Não se trata mais de relações como o do pai que cuida que a filha não se perca no mundo. Nem como o da mãe de antigamente que fazia a lição de casa para o filho.



Os casais começam a perceber que precisam se dar as mãos e trabalhar juntos pelos mesmos objetivos. A mulher está saindo de casa para se realizar como pessoa e participar da construção do orçamento da família. Os homens estão se dando conta de que seu papel já não é unicamente o de provedor, mesmo porque cada vez mais as mulheres recebem bons salários e, cada vez mais, salários superiores ao do companheiro. É preciso conceber uma nova forma de relacionamento, mais amigo e cooperativo, em que ambos sejam felizes para pensar, sentir e agir.



Os pais querem descobrir uma maneira de formar filhos mais autônomos. Percebem que criar filhos dependentes é um erro grosseiro. Primeiro porque se sentem sobrecarregados com a pressão do trabalho e segundo porque querem formar pessoas bem-sucedidas, capazes de decidir sobre a própria vida. Os pais percebem que, nas empresas, os profissionais submissos cada vez mais cedem seus postos a outros com mais iniciativa.



Conhecer bem o “eu” para construir relacionamentos mais plenos

O objetivo dessa conversa é ajudá-lo a ter mais consciência de sua maneira de se relacionar e de como criar um caminho mais pleno para estar com as pessoas que você ama. Vamos analisar os individualistas e os dependentes. Como vimos, os dependentes dividem-se em dois tipos: os dominadores, que têm poder e gostam de controlar, e os culpadores, aos quais podemos chamar dominados – na verdade, também dominam, porém de forma mais sutil, através da culpa.



Saídas para o crescimento

O dominador mergulhará nesse ciclo de relacionamentos simbióticos até descobrir que merece uma vida mais plena. Um belo dia acorda saturado do estilo dessa vida de admiração e começa a se perguntar se é feliz ou do que precisa para ser feliz. Então, geralmente, tem a sensação de haver desperdiçado sua vida.



1. Aprender a respeitar as decisões do outro

O dominador precisa aprender a respeitar as decisões alheias. Deve perceber que o crescimento de alguém não significa uma ameaça direta nem um ato de desamor. O outro simplesmente está fazendo o que gosta, quer cuidar de sua vida, e não magoar.



2. Parar de controlar a vida do outro

Querer controlar alguém é algo desgastante e inútil. É simplesmente uma ilusão. Você pode imaginar que, pelo fato de estar olhando e monitorando pessoas, tem poder sobre elas. Doce ilusão. O marido ciumento que controla a esposa é o que mais acaba por incitá-la à traição.



3. Pedir ajuda

Quando o dominador deixa de controlar o outro e passa a respeitá-lo, está apto a dar o terceiro passo, que é ter a humildade de pedir ajuda.



4. Conquistar o que o coração precisa

A publicidade cria muitos objetos de desejo que não têm a mínima importância para a felicidade. Infelizmente, muita gente desperdiça energia apenas para ser vista como uma pessoa de sucesso, deixando de valorizar aquilo que tem real importância em sua vida.



Roberto Shinyashiki é psiquiatra, escritor e conferencista

FOBIAS

Uma fobia consiste basicamente num medo intenso, incontrolável e por vezes insuportável à pessoa que o experimenta, sendo desproporcional em relação aos elementos que o causam. Desta forma, há indivíduos com fobias de altura, escuridão, lugares fechados, lugares abertos, aviões, água, elevadores, etc.


Uma reação fóbica ocorre de forma instantânea, automática, diante de um estímulo externo (o elemento causador da fobia). O indivíduo poderá experimentar taquicardia (coração batendo acelerado), falta de ar, transpiração excessiva ("suar frio"), dentre outros sintomas.



O medo em geral não pode ser explicado pelo indivíduo, que conscientemente não entende por que o sente e talvez até o considere ilógico. Isto porque o medo está associado a experiências traumáticas passadas (ou, às vezes, a experiências traumáticas projetadas no futuro) que estão fora da consciência do indivíduo.



Para compreender o aspecto aparentemente ilógico de uma fobia, imaginemos um homem forte, corajoso, um campeão de boxe por exemplo, que, todavia, se vê totalmente aniquilado quando entra num elevador. A um mero espectador, a cena seria incompreensível: como um homem tão forte pode ter medo de algo tão inofensivo? Contudo, trata-se de uma reação intensa aprendida no passado, talvez na infância, quando o homem associou o medo ao elevador, ou por ter passado por uma experiência traumática envolvendo elevadores, ou mesmo por tê-la apenas imaginado.



Note-se que as fobias muitas vezes se formam na infância porque este é um período em que há poucos recursos, poucas vivências em relação à experiência traumática. A fobia também pode ter início em outros momentos da vida, nos quais o indivíduo está temporariamente sem recursos, fragilizado, experimentando uma emoção muito forte (como por exemplo um assalto, a perda de alguém muito próximo). Da mesma forma que um determinado aroma ou uma música nos lembram uma pessoa, ou um momento de nossas vidas, uma fobia também é uma associação entre uma sensação e um estímulo.



Na formação da fobia participam os processos de omissão, distorção e generalização. Omissão porque partes da experiência original (ou a experiência toda) são eliminadas da consciência.



Distorção porque em geral a representação da experiência não corresponde ao que ocorreu na realidade. Por exemplo, um indivíduo com fobia de ratos pode ter um dia imaginado que muitos ratos o estavam devorando, quando na verdade um único rato apenas havia passado perto dele. Pode ainda formar imagens (geralmente inconscientes) imensas, aterrorizantes, muito coloridas e próximas de um ou mais ratos, e reviver a experiência traumática como se estivesse passando por ela novamente.



A generalização acontece em virtude de que o indivíduo vai apresentar a reação fóbica sempre que estiver diante do objeto causador da fobia, em todas as situações e ambientes. As reações fóbicas em geral acontecem quando as pessoas formam imagens da situação que causou a fobia como se estivessem nelas, associadamente (ainda que não se dêem conta disso). Quando uma pessoa se recorda de um fato estando associada nele, seus sentimentos estão contidos no próprio fato. Porém quando as pessoas vêem a si mesmas passando pela experiência, dissociadamente, como se assistissem a um filme, têm sentimentos sobre o que vêem. Neste caso, há uma certa distância entre o indivíduo e o fato.



A associação e a dissociação, conforme a descrição acima, são técnicas bastante úteis utilizadas pela PNL. Convidamos o leitor a experimentá-las com suas próprias lembranças. Imagine, por exemplo, a experiência de estar andando numa montanha-russa - se já esteve numa antes - ou outra experiência pela qual já tenha passado. Passe um filme da situação de forma que possa se ver passando pela experiência. Agora, "entre" dentro do filme, associe-se, passe pela experiência como se ela estivesse acontecendo agora, e experimente a diferença. Você poderá usar estas técnicas em inúmeras situações de sua vida. A dissociação, quando se lembrar de fatos desagradáveis, evitando assim passar pela situação novamente e sentir-se mal em conseqüência disto. A associação para recuperar sensações agradáveis.



Na cura da fobia, a PNL utiliza basicamente a dissociação no processo de desfazer a associação entre o estímulo e a sensação (a resposta fóbica). Isto em geral é feito de forma simples, segura e rápida, lembrando que uma das formas através das quais aprendemos é a rapidez (a outra é a repetição).



Ressaltamos que a PNL não se ocupa do conteúdo da fobia, mas da sua forma, seu processo. Por este motivo, não se perde em intermináveis interpretações e explicações sobre o porquê um indivíduo é fóbico. Todavia, o indivíduo é considerado como um todo, ou seja, são verificadas outras questões que podem estar influenciando a fobia. Como exemplo, citamos os ganhos secundários, que ocorrem quando o indivíduo obtém vantagens a partir de seu problema, como atenção e afeto. Enquanto não for resolvida esta questão, ele não será curado da fobia.



Uma outra estratégia utilizada em alguns casos de fobia (e no tratamento de sentimentos e comportamentos que o indivíduo não consegue alterar pelo simples esforço consciente e compreensão intelectual) é a reimpressão.



Nelly Beatriz M.P. Penteado

Fobias específicas: classificação baseada na fisiopatologia


As fobias específicas são atualmente agrupadas em subtipos que incluem fobias de animais, ambientes naturais (altura, tempestades e água), sangue e ferimentos e fobias situacionais (aviões, elevadores, locais fechados etc.). O objetivo desse tipo de classificação é facilitar o diagnóstico e evitar o uso desnecessário de extensas listas de situações ou objetos. No entanto, ao se adotar subtipos de fobias, supõe-se que os medos colocados dentro de um mesmo grupo devam ser semelhantes entre si, tanto em termos de mecanismos fisiopatológicos quanto em termos de resposta a tratamentos. Esse cuidado é fundamental, pois muitos estudos acerca do tratamento das fobias específicas são baseados em um ou outro tipo de sintoma (medo de altura, por exemplo) e seus resultados são generalizados para os demais tipos de fobia (Choy et al., 2007).


Esta breve revisão visa a chamar a atenção para as evidências de que os atuais subtipos de fobias específicas talvez não sejam constituídos por quadros clínicos tão homogêneos quanto se poderia pensar. O subgrupo dos medos de ambientes naturais que incluem as fobias de altura, tempestades e água é particularmente interessante para esta discussão.

Diversos estudos pautados em análises fatoriais serviram de base para a classificação atual das fobias específicas. No entanto, os medos de altura, tempestades e água não costumam aparecer dentro do mesmo grupo ou cluster. Cox et al. (2003), por exemplo, investigaram um possível caráter hierárquico dos sintomas fóbicos a partir de dados do U.S. National Comorbidity Survey. A análise de componentes principais indicou uma solução com cinco agrupamentos que incluíram: agorafobia (locais públicos, multidões, permanecer numa fila, viajar de carro ou ônibus e afastar-se de casa); medo de falar em público; medo de ser observado (comer, escrever ou usar o banheiro público); medo de ameaças (sangue, agulhas, tempestades e trovões, animais, ficar só e medo de locais fechados) e medo de altura e água (piscinas, lagos e rios). Nota-se aqui que a agorafobia emerge como uma categoria consistente, mas o agrupamento do medo de sangue e agulhas com o medo de tempestades não parece fazer sentido clínico.

Essa falta de um agrupamento natural das fobias específicas em subtipos robustos pode estar ligada a algumas características clínicas de cada tipo de medo. Em primeiro lugar, observa-se prevalência semelhante entre homens e mulheres do medo de altura, o que não ocorre com os medos de tempestade e água, em que a prevalência em mulheres costuma ser mais que o dobro da dos homens (Curtis et al., 1990). Em segundo lugar, o medo de altura caracteriza-se por uma distribuição bimodal em relação à idade de início dos sintomas, com picos de ocorrência entre os 5 e 7 anos e por volta dos 14 anos de idade, um padrão que não é encontrado nas demais fobias (Curtis et al., 1990). Finalmente, existem evidências de que esses três tipos de fobia se desenvolvam a partir de diferentes mecanismos fisiológicos e psicológicos e as informações disponíveis acerca de sua forma de aquisição sustentam essa hipótese.

Os mecanismos de aquisição das fobias ainda são foco de discussão e existem evidências de que alguns medos sejam adquiridos por condicionamento ou outras formas de aprendizado, enquanto outros surgem de forma espontânea ou não associativa (Mineka e Ohman, 2002). A forma não associativa de aquisição de medos tem sido considerada como indicação de que certas fobias teriam uma origem inata e estariam ligadas a situações ou estímulos considerados aversivos em termos evolutivos (Poulton e Menzies, 2002).

Menzies e Clarke (1993) investigaram a origem do medo em 50 crianças com fobia de água. Em apenas um dos casos, os pais puderam lembrar-se da ocorrência de um evento traumático associado ao início do medo. Poulton et al. (1999) examinaram a influência da experiência de nadar no desenvolvimento do medo de água em indivíduos de 18 anos de idade que participaram do Dunedin Multidisciplinary Health and Development Study, um estudo de coorte que acompanhou 1.139 crianças do nascimento até os 18 anos de idade, com avaliações a cada dois anos. Identificou-se fobia de água em 12 de 1.008 indivíduos (1,3%) avaliados ao final do estudo e nenhum dos seguintes eventos foi significativamente mais freqüente neste grupo em relação aos indivíduos sem sintomas fóbicos: ter caído ou mergulhado acidentalmente entre os 3 e os 5 anos de idade; ter sido exposto ocasionalmente à água entre as idades de 7 e 9 anos; ter sido socorrido em virtude de dificuldades por imersão na água entre os 7 e os 9 anos de idade.

Tem-se relatado um padrão não associativo semelhante para a aquisição do medo de altura. Estudando universitários com sintomas de fobia de altura, Menzies e Clarke (1995) documentaram a ocorrência de eventos traumatizantes nítidos como associados ao início dos sintomas em apenas 9 dos 50 (18%) indivíduos. Ainda em relação ao medo de altura, Poulton et al. (1998) não verificaram relação significativa entre a ocorrência de quedas graves na infância e a ocorrência de fobia de altura em idades de 11 a 18 anos. Este estudo usou a mesma amostra do Estudo de Dunedin e dos 55 indivíduos (avaliados aos 18 anos de idade) que sofreram quedas com ferimentos graves ao longo da vida e nenhum caso desenvolveu sintomas fóbicos de altura. Na verdade, a ocorrência de quedas não triviais parece ser maior em indivíduos que não apresentam fobia de altura (Poulton et al., 2001), sugerindo que a esquiva de locais altos surge precocemente e de certa forma previne a ocorrência de quedas.

Em contraste com a falta de eventos traumáticos ligados à aquisição das fobias de água e altura, eventos traumatizantes parecem ter um papel relevante na aquisição da fobia de tempestades. Westefeld (1996) estudou 81 indivíduos (46 mulheres) com sintomas graves de medo de tempestades. Desses indivíduos, 65 (80%) relataram que os sintomas fóbicos começaram após a exposição a algum tipo de tempestade intensa e 12 desses sujeitos relataram que tal experiência ocorreu entre as idades de 5 e 15 anos. Apenas 4 sujeitos relataram não ter idéia de como seus sintomas fóbicos haviam começado.

Além desses dados essencialmente epidemiológicos, existem evidências de que anormalidades fisiológicas contribuam para o caráter heterogêneo do subtipo ambientes naturais das fobias específicas. Especificamente, a fobia de altura, assim como a agorafobia, parece relacionar-se a anormalidades do controle de postura e equilíbrio, característica esta não encontrada nos demais medos deste grupo. Resumidamente, indivíduos com medo de altura teriam algum tipo de deficiência no controle vestibular da postura que os tornaria mais dependentes de informações visuais ou proprioceptivas para manter o equilíbrio. Em lugares altos, há poucas referências visuais, o que levaria à instabilidade postural e ao surgimento de sintomas vegetativos secundários a uma situação de perigo real de queda (Jacob et al., 1993; Ramos et al., 1997; Jacob et al., 2001; Ramos, 2006). Essa hipótese poderia explicar o surgimento do medo de altura independentemente da ocorrência de eventos traumáticos. Na verdade, indivíduos com esse tipo de problema tenderiam a evitar lugares altos desde fases mais precoces do desenvolvimento do controle postural. Existem evidências de que por volta dos 7 anos de idade, ocorra um período natural de dependência visual mais intensa para a manutenção do equilíbrio, dependência esta que desaparece por volta dos 14 a 15 anos de idade (Assaiante e Amblard, 1995). Anormalidades nesse padrão de desenvolvimento poderiam levar ao desencadeamento de medo exagerado de altura por mecanismos primariamente biológicos mais do que psicológicos.

Este tipo de discussão é importante para o entendimento da fisiopatologia das fobias e, mais ainda, para o aperfeiçoamento de suas formas de tratamento. A terapia de exposição in vivo, por exemplo, é muito eficaz no tratamento das fobias específicas, mas faltam estudos que investiguem as razões para as altas taxas de recusa e abandono do tratamento. Provavelmente medos ligados a eventos traumáticos levem o paciente a deixar o tratamento por razões diferentes daqueles medos com que o indivíduo nunca chegou a experimentar um evento realmente ameaçador. Além disso, a terapia cognitiva não parece trazer benefícios adicionais sobre a terapia de exposição no tratamento das fobias de ambientes naturais, mas parece ser vantajosa quando aplicada a pessoas com claustrofobia e fobia dental, condições muitas vezes ligadas a eventos traumáticos (Choy et al., 2007).

Por fim, a presença de anormalidades do controle postural leva à hipótese de que a terapia de reabilitação vestibular possa ser particularmente útil no tratamento da fobia de altura (Whitney et al., 2005). Muitos dos exercícios propostos para expor o paciente a sensações corporais desagradáveis (na exposição a estímulos internociceptivos, por exemplo) são muito semelhantes àqueles usados para melhorar o funcionamento vestibular. Avanços no conhecimento desses mecanismos talvez levem a mudanças nas futuras classificações e nas formas de tratamento das fobias específicas.

Engolindo Carências - Angústia e Obesidade 



A presença de um permanente estado de angústia que só parece diminuir quando se recorre à geladeira na tentativa de preencher buracos internos. Sensação de inquietude e de faltar alguma coisa que não se nomeia…Um docinho? Não, não era isto… Quem sabe um salgadinho? Não, não era isto… Assim sucessivas idas à geladeira, sorveteria, casa de chocolates…
A angústia pode estar denunciando um fechamento e incapacidade de fluir com a vida, talvez uma forte tendência a fechar-se em si mesmo e em torno de problemas que parecem impossíveis de serem solucionados. Pode estar associado a um sentimento de separação exagerado e no medo de viver com todas as conseqüências que isto implica.
A palavra angústia significa estreiteza e o estado de angústia, momento em que estreitamos o nosso ser, tentamos caber em espaços emocionais que nos são impostos e não conseguimos nos expandir. O sentimento de menos valia cresce na mesma proporção em que nos afastamos de nós mesmos e nos tornamos emotivamente dependente de como os outros nos valorizam.
Várias questões emocionais mesclam-se ao problema da obesidade; um problema que é vivenciado como uma infelicidade engolida e não verbalizada… Talvez uma fome ou até mesmo uma desnutrição emocional. A questão é de sobrevivência. Sentindo a carência de alimentos emocionais e não demonstrando abertamente as nossas necessidades, ou quem sabe exausta de demonstrar, pedir, até mesmo suplicar sem conseguir, no entanto, o afeto necessário, a reação é um assalto à geladeira!
O obeso sente que não está protegido e protege a si mesmo com quilos. Medo da vida, no geral, e de não ser aceito pelos outros, em particular. Busca a segurança comendo, quando o real problema é, quase sempre, falta de aceitação e de amor por nós mesmos, que refletimos em nosso corpo. Ocorrem, aqui, dois movimentos simultâneos: O primeiro é de comermos compulsivamente na tentativa de suprirmos nossas carências, diminuir a ansiedade e/ou mantermos a angústia em um nível mais tolerável; o segundo movimento é a conseqüência de estarmos comendo a nossa própria carência… Engordamos, e às vezes, muito além do que deveríamos. Como resultado diminuímos, ainda mais, a nossa auto estima… Mas não é bem este o nosso alvo, não é mesmo? Afinal, o amor dá de si, mas também exige de volta!
Vamos fazer uma leitura das mensagens subliminares que estão, aqui, envolvidas:
“Você me ama mesmo? Acho que não, pois não me sinto amada por você… Vamos ver… e se eu ficar bem gordinha, você ainda vai me amar?”.
“OK. Nada do que faço é suficiente, não lhe agrado, tenho que crescer tenho que ser mais, tenho que ser menos, nada do que faço é suficientemente bom para você! Pois agora vou comer do tamanho da insuficiência que você faz com que me sinta! Vou estragar o meu corpo e é você quem vai ter que me engolir toda disforme, exatamente como você faz com que me sinta! Disforme! Vou deixar bem evidenciado o como me sinto por dentro… Quem sabe, assim, enorme, você me enxerga?”.
A pergunta é: E você enxerga o que está lhe acontecendo? Enxerga a sua angústia e a sua insatisfação? E o que ganha afogando-se em comidas? Mais angústia? Voltando a agressividade contra você mesma? Será que esta é a única forma que você encontra para resolver os seus problemas? Se a sua resposta é sim, esta é a única forma que encontro! Então devo lhe sugerir que procure por ajuda, pois você está vivendo o que chamamos de ponto cego. O fato de não conseguir ver outras saídas não significa que elas não existam, significa, apenas, que por algum motivo você não está conseguindo vê-las, sozinha, neste momento… Procure por ajuda, faça isto por você mesma! Quando o mundo parece nos dizer um grande NÃO, é hora de nos acompanharmos de nós mesmas e começarmos a nos dizer alguns sins… Saia de dentro desta geladeira, onde você tenta congelar a sua insatisfação, suas tristezas; onde você tenta engolir as suas dores e os seus sustos… Se não lhe dão o colo, a atenção, o amor que você sabe que merece… comece a amar a você mesma, dê-se o colo que está precisando!

17/02/2011

imagem e ação

“A crueldade do homem para com o homem permanece um engano sem fundo.”
Ronald Laing

A problemática do mal sempre esteve presente na humanidade e certamente ainda não foi achada uma solução definitiva para ela. Para aqueles que acreditam nas doutrinas que falam das boas intenções, na caridade, na justiça e no absoluto de Deus, a questão do mal é perturbadora. Para outros, que não acreditam nestas doutrinas, assim mesmo o mal se manifesta igualmente perturbador. A dimensão do mal possui esta característica: é sempre perturbador para quem ele se apresenta. Ele é o que paralisa, que causa pânico, medo, destruição e temor. É aquele que não temos controle sobre ele, não sabemos o nome, não temos a certeza ou o conhecimento. Apresenta-se sempre perturbador, e apesar de sempre se tentar, ninguém consegue evitá-lo.
Segundo Jung, a Sombra é “aquela personalidade oculta, recalcada, freqüentemente inferior”, que em geral tem um valor afetivo negativo.
É “o nosso lado escuro onde moram todas as coisas que desagradam em nós, ou mesmo nos assustam”, diz Nise da Silveira.
A Sombra faz parte da totalidade da personalidade, é a metade obscura da alma. São as coisas que não aceitamos em nós, é a nossa “fragilidade deplorável e condenável”, diz Jung.
As nossas “projeções são da sombra”; nós a projetamos sobre o outro, o vizinho, o inimigo, ou até mesmo em “uma figura símbolo como o demônio”. Toda vez que fazemos projeções, nossa pequena consciência se protege daquilo que abrigamos dentro de nós. Mas quando iluminamos nossos cantos obscuros, nossa consciência se amplia e se assusta.
Jung diz que o encontro com a Sombra desafia a personalidade do Eu na sua totalidade, pois ninguém é capaz de tomar consciência desta realidade sem despender energias [...] Mas nesta tomada de consciência da sombra trata-se de reconhecer os aspectos obscuros da personalidade, tais como existem na realidade. Este ato é a base indispensável para qualquer tipo de autoconhecimento e por isso, via de regra, ele se defronta com considerável resistência [...] (por isso) é um trabalho árduo e necessário, pois quando a Sombra é ignorada e incompreendida ela se torna hostil.
O mal é uma realidade psíquica que não podemos negar. Ao contrário, “devemos considerá-lo tanto quanto o bem”, pois toda vez que o ego tenta orgulhosamente negar uma realidade psíquica, ele sai perdendo. O mal é uma realidade inevitável da vida (psíquica), uma realidade que não pode e nem deve ser extirpada, pois, a qualquer tentativa de retirá-lo desta realidade, retira-se também a vida.


Sinais de alerta

Veja alguns sintomas que podem ser um sinal de que você está começando a ficar estressado:

  • Mãos e/ou pés frios
  • Boca seca
  • Dor no estômago
  • Aumento de sudorese
  • Tensão e dor muscular por exemplo na região dos ombros
  • Aperto na manidíbula/ranger os dentes ou roer unhas/ponta da caneta
  • Diarréia passageira
  • Insônia
  • Taquicardia
  • Respiração ofegante
  • Hipertensão súbita e passageira
  • Mudança de apetite
  • Agitação
  • Entusiasmo súbito

Se você tem menos que 7 desses sintomas é possível que o seu corpo não esteja sendo afetado pelo estressor. Lembramos mais uma vez que este teste não é muito preciso e que casos de estresse podem se manifestar de formas diferentes. Se você tem 7 ou mais destes sintomas é provável que já tenha atingido a fase de alerta.

Como vc faz suas refeiçoes?

Destaque da Matéria

Faça refeições sem pressa

Congestionamento, fila de banco, problemas no trabalho, briga em casa... Quandodescanso, uma companhia pra lá de indesejada entra na sua rotina: o estresse.


E, por causa dele, você começa a descuidar da alimentação. Afinal, a cabeça fica atordoada com tantas preocupações diárias.

Mude o cardápio
Mas como fugir dessa visita que acaba com a saúde da gente? A solução pode estar à mesa, nos alimentos que compõem as refeições. Quando ingeridos diariamente, certos nutrientes liberam no cérebro três hormônios diferentes: serotonina, dopamina e noradrenalina.

Eles reduzem a sensação de dor, proporcionam bem-estar, dão mais disposição e melhoram a qualidade do sono. Saiba em quais alimentos esses nutrientes se encontram - e dê uma garfada no cansaço!

Ponto de partida
Para que o corpo se liberte do estresse, o primeiro passo é seguir um cardápio que contenha variedade de alimentos: frutas, hortaliças, legumes e alimentos ricos em carboidratos, proteínas, minerais e fibras.

Essa combinação fornece ao organismo os nutrientes na quantidade certa para espantar esse mal tão comum. Assim, você vai ficar menos sensível a doenças provocadas pelo estresse, como gripe, gastrite, retração da gengiva, problemas de pele e hipertensão arterial. a correria se junta com a falta de

21/05/2010

A maior loucura

Em um trecho da canção “Vaca Profana”, o cantor e compositor Caetano Veloso diz que “de perto ninguém é normal”. De fato, é difícil apontar alguém que não tenha as suas manias ou os seus momentos de desequilíbrio emocional, nos quais se perde – mesmo que por alguns instantes – o fio condutor da razão. Ser louco pode significar, em algumas circunstâncias, ter coragem de tomar decisões ou de dar um passo na vida até então tidos como impossíveis... Ser louco pode implicar ainda adotar um pensamento ou uma conduta que venham a ferir os parâmetros convencionais de normalidade de uma sociedade.

“Mais louco é quem me diz e não é feliz”, eternizaram Arnaldo Baptista e Rita Lee na música “Balada do Louco”, retrucando nitidamente o rótulo ganho por eles e seus companheiros dos Mutantes – uma das melhores bandas nacionais de rock que já se teve notícias. Ter um comportamento incompreensível para o próprio tempo em que se viveu pode resultar exatamente em rótulos que demoram para ser desfeitos. Antes de chegar a ser apontado pelas religiões ocidentais como o maior mártir de todos os tempos, o Jesus histórico foi, antes, tido como um louco por inúmeros de seus contemporâneos.

Nas cartas do Tarô a figura do Louco pode ser entendida, num certo aspecto, como aquele que se desprende de tudo e de todos em busca da aventura maior que é encontrar a si mesmo. Este árduo encontro, muitas vezes, pode mesmo significar um tipo de isolamento, de parada para um auto-conhecimento. E o que há de loucura nisso? Talvez o próprio ato de sair de dentro da engrenagem que move o cotidiano das pessoas!

Até o momento abordei basicamente uma forma parecida de enxergar a loucura. No entanto, há ainda aqueles que perdem todas as referências da realidade, seja por problemas hereditários, seja por qualquer outro que os faça perder suas faculdades mentais. Estes, quando não são criados desmazeladamente por suas famílias, terminam seus dias nos manicômios, que, em sua maioria, existem como verdadeiros depósitos de doentes. Isso para não falar dos métodos brutais que já fizeram história em inúmeras reportagens de denúncia da mídia escrita e televisada, a exemplo do uso de eletrochoques e de remédios dopantes, além do abandono que coloca muitos pacientes na condição de bichos relegados.

Felizmente, existem trabalhos sendo realizados nestes lugares por pessoas sérias, que parecem apontar saídas para os que já foram excluídos pela própria natureza – presos em suas próprias dificuldades físicas – e que receberam uma punição ainda mais cruel pela sociedade em que vivem. No Instituto Philippe Pinel, no Rio de Janeiro, os pacientes podem resgatar sua auto-estima e, por que não, um elo com o mundo exterior, através de aulas de informática e cidadania. O projeto chegou a um dos manicômios mais conhecidos do país através da ajuda do CDI-Comitê pela Democratização da Informática, uma ONG que estrutura escolas de informática em comunidades carentes.

O projeto tem levado doentes mentais a aprenderem a manipular programas de desenho, possibilitando que eles encontrem outras formas de se expressar. São iniciativas como esta que fazem o ser humano se aproximar de um caminho mais nobre e mais estreito às soluções para grande parte de seus problemas.

A maior loucura não está dentro dos hospitais psiquiátricos ou andando sem rumo pelas ruas das cidades do mundo. Está nos atos tidos como racionais, de pessoas tidas como normais, que só provocam a desigualdade, a miséria e a infelicidade, mas que são postos em prática em nome da ordem e do progresso.

A fala: ocupação do espaço vital

A relação entre falar e escutar está intimamente ligada. Ambas ocupam espaços vitais, por entrelaçarem os pontos decisivos da comunicação. Quando falamos, inscrevemos no outro nossas percepções, sentimentos e atitudes. Ao ouvirmos, direcionamos a atenção para o que é significante na fala, e logo em seguida a devolvemos. Assim o que é produzido no campo da linguagem abre as portas para o afeto, de maneira que, ocupamos lugares, antes estrangeiro, e a partir do primeiro movimento de aproximação passa a ser vital.

O relacionamento interpessoal demonstra o quanto é importante a comunicação para que se torne comum um significado. O emissor (quem fala) ocupa espaço no emaranhado que compõe o receptor (o outro – com quem se fala). Para que a mensagem possa ser representada sem interrupções ou barreiras, fazem-se necessárias as inter-relações, de modo que a conversa seja estreitada a partir de um ambiente propício, que siga a lógica do diálogo e a ética dos encontros.

O espaço vital compreende a inter-subjetividades, o que foge da idéia de um território individualizado, ou melhor, alarga-se até a extremidade que compõe as superfícies do sujeito da conversação, tornando-se vital toca-lo. É interessante que as informaçoes possam se organizar em volta do foco em questão, o sujeito e seus desdobramentos. A devolução a cada demanda é fundamental para a implicação, de modo a instigar o repertório e os deslocamentos em busca de se perceber melhor diante aos acontecimentos.

Em se tratando do universo discursivo entre a fala e seus possíveis significados, fica notável que apreendemos de formas diferentes, cada qual com seu conhecimento de mundo. Exploramos nossa existência de modo que ocupamos lugares antes estrangeiros, mas por serem vitais, é sentido, o que caracteriza as relações estabelecidas. Constituímo-nos através da linguagem e da cultura, em que veredas possibilitam encontros em linhas da diferença, integrando as partes estranhas do ser a compreensão.

Conhecimento científico versus conhecimento popular



Neste texto uma exposição sobre o conhecimento, focalizando o conhecimento científico e o conhecimento popular, suas diferenças, semelhanças e a importância de se obter o conhecimento cientifico.

O conhecimento é algo que todos necessitam, é fundamental na vida do homem, pois torna a vida mais aceitável e efetiva.

O conhecimento só se torna possível por meio da interação com a realidade.
O conhecimento cientifico tem como objeto estudar e esclarecer os fatos ocorridos no universo.

Adquirir o conhecimento é fundamental para que o individuo não seja oprimido, pois da mesma forma que o conhecimento liberta ele também oprime.

A ciência é um conjunto de conhecimentos sobre fatos e aspectos da realidade, expresso por meio de uma linguagem precisa e rigorosa. Esses conhecimentos devem ser recolhidos de modo programado, sistemático e ponderado, para então ser submetido a avaliação e verificação de sua validade. A ciência ocupa-se dos fenômenos que ocorrem na natureza, dos objetos ideais e dos acontecimentos culturais.

Então, é fundamental conhecer a ciência, pois assim ela nos ajudará a entender com clareza os acontecimentos do universo, que muitas vezes são de difícil compreensão. Sem a ciência o homem não teria consciência de si e dos múltiplos acontecimentos a sua volta. No entanto, à medida que o individuo obtém conhecimento, ele se liberta da ignorância, e vai se tornando o “senhor da situação”.

No entanto, o conhecimento não é privilégio de alguns, mas de todo ser humano. Pois o homem é o único ser com a capacidade de pensar. Somos seres pensantes.
Diferentemente da ciência, o conhecimento popular é intuitivo, espontâneo, com forte inclinação para erros, pois não é estudado, analisado e comprovado, por exemplo: quando olhamos para o céu e afirmamos que irá chover, não se teve estudo algum em relação a esta afirmação, mas se sabe que provavelmente choverá, pelo simples fato de o céu estar coberto de nuvens.

A ciência tem uma explicação para este fenômeno. Para isso, primeiramente o fenômeno foi estudado, as informações foram recolhidas para serem analisadas e depois confirmadas.

O mesmo não acontece com o conhecimento popular. As informações que são transmitidas não tem embasamento teórico. Mas existe algo de semelhante entre os dois tipos de conhecimentos, a forma em que é narrado o fenômeno, muitas vezes é o mesmo.
O fenômeno do céu nublado, por exemplo, o cientista tem todo um estudo comprovado que após ficar nublado provavelmente choverá. No conhecimento popular não se tem comprovação de que choverá, mas geralmente chove após o céu ficar nublado, então isto se torna uma verdade popular, que será passado para outras gerações.


Outro exemplo que pode ser citado é o fato de uma pessoa chamar a outra de “histérica”, pelo simples fato de está gritando com alguém. Este é um termo próprio da psicologia científica. Não houve uma preocupação em definir a palavra usada, e nem por isso deixou de ser entendida pelo outro. Podemos até está próximo da ciência, na maioria das vezes nem o sabemos.

Por fim, é necessário que se obtenha o conhecimento, e sobre tudo o conhecimento cientifico, para que se tenha uma visão verdadeira das coisas e acontecimentos que nos rodeiam.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
BOCK, Ana Mercês Bahia. et al. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. 13ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2005.

O presente nosso de cada dia......



Você vive a vida como se cada dia fosse o seu melhor presente? Tenho feito essa pergunta a muitas pessoas, e quase sempre a resposta é: não. Mas, gostaria de encarar cada dia como se fosse uma dádiva. Mas, o que fazer para mudar e ser feliz?

A resposta nem sempre é simples, como seguir uma receita de bolo. No entanto, um passo importante para quem deseja dias melhores é viver abundantemente. Se você leitor for pesquisar o significado da palavra abundância no dicionário, descobrirá entre outras definições que é o “oposto de escassez”. Daí, para se viver abundantemente, não deve haver escassez em nenhum ponto da vida.

Como a maioria dos habitantes da Terra vive em um mundo materialista, nos comportamos como se tudo fosse conquistas materiais ou status que nos leve a elas. Daí, não raro, abandonamos conceitos básicos para uma vida melhor, e nos concentramos em ter muitos bens, como se eles fossem o bastante para viver ambundantemente.

Portanto, não devemos esquecer que abundância, em sentido amplo não deve ser medida somente pelo que possuimos, mas sobretudo, pelo bem que proporcionamos ao próximo. É inegável que vivemos em uma sociedade que julga a pessoa com base naquilo que ela possui, quando o correto seria, também, levar em conta o que ela contribui para o surgimento de uma comunidade melhor.

Estamos nos tornando pessoas excessivamente voltadas aos bens materiais, como se a felicidade dependesse exclusivamente de riquezas. Às vezes, quando estamos muito bem de vida, estrapolamos, achando que o dinheiro nos dá domínio até sobre a nossa própria vida. Quando a conta bancária está recheada, não raro, ignoramos o próximo, julgamos-nos superiores, achamos poder tudo e acreditamos até estar acima do bem e do mal. Felizmente, cedo ou tarde, acabamos descobrindo, às vezes da pior forma possível, que não somos o que pensávamos e gostaríamos de ser.

Como nunca é tarde para recomeçar, se você acha que vale a pena refletir sobre o assunto e buscar uma vida melhor, é bom pensar no que disse Dalai Lama: “Se você quer que os outros sejam felizes, pratique a compaixão. Você quer ser feliz? Pratique a compaixão."

Talvez esse seja o primeiro passo para abandonarmos, o quanto antes e de uma vez por todas, a ilusão de que é pela ganância do TER que vamos conquistar a felicidade que tanto almejamos. Precisamos, antes de qualquer pretensão, SER uma pessoa melhor, agregadora, ética, amiga, humilde, fiel e que deseja ao próximo aquilo que queira para si. É como nos ensina o mestre Zig Ziglar: “podemos ter tudo que quisermos na vida, se ajudarmos às outras pessoas a conquistarem o que mais desejam”.

Daí, um convite desafiador para todos nós: concentrar-nos, durante pelo menos trinta dias, no SER uma pessoa melhor para TER a felicidade que tanto desejamos.

Pense nisso,

A escuta é o direcionamento do olhar


Vivemos num mundo em que as diferenças não são respeitadas, por não enxergamos as pessoas como elas são. Em nossas relações cotidianas nos tornamos "cegos" por não ouvirmos uns aos outros. É preciso criar espaços para o diálogo, se almejamos construir uma sociedade mais humana. A situação pela qual a comunicação entre as pessoas é prejudicada pode ser entendida pela falta de escuta, que vem perdendo o seu sentido maior, a compreensão entre os iguais.

A individualidade nos distingue ao mesmo tempo em que forma a coletividade, igualando a todos. A escuta é o direcionamento do olhar. Se estamos cegos dos olhos, é porque não aprendemos a escutar, como quem escuta a música preferida. Devemos promover bons encontros com o outro, viabilizados pelo diálogo, o que preenche de sentido o lado humano dos afetos. Através desta atitude teremos um novo direcionamento quando olharmos para as pessoas ao nosso redor, e percebe-las diferentes em suas carências e consequentemente a nós mesmos, mais solidários. A comunicação é imprescindível para o bom relacionamento humano, de modo também que possamos nos colocar no lugar do outro e enxergar com ele suas reais necessidades.

A necessidade básica como comer e dormir, é elementar para a vida do ser humano, no que concerne a sua constituição física. No que tange a vida em sociedade, deparamo-nos com o consumismo desenfreado, o qual favorece sempre o lado do capital. É de suma importância compreender a realidade imposta pelo mercado mundial, para então buscar meios de abranger as classes menos favorecidas. E saber, que se faz necessário modificarmos nossa consciência para enxergarmos as pessoas, o lado humano, sofrimentos, dores, de modo a atendermos suas necessidades com a devida atenção. Só assim iremos interferir positivamente em nossa realidade.

Portanto ouvir torna-se essencial para a compreensão do outro em sua totalidade, mas para que isso possa acontecer, é necessário o respeito mútuo, ser honesto consigo mesmo e transparecer no relacionamento intra e interpessoal. É imprescindível a construção de uma atmosfera que propicie um encontro dialógico, em que se possa perceber o outro através do que não está sendo dito, ouvir o que está oculto, para tanto faz-se mister escutar também com os olhos, coração, mente e vísceras.

Ualy Castro Matos

20/05/2010

Distúrbios Dissociativos - Dupla personalidade




Livros, filmes e brincadeiras são divertidos porque permitem que você escape da realidade – e de si mesmo – por um certo período de tempo. À medida que a história se desenrola, você vai fazendo um balanço das experiências vividas pelos personagens para no final ser devolvido aqui, neste mundo, ainda mantendo um certo gostinho de aventura por ter ficado "temporariamente perdido em um universo paralelo".

Pessoas que sofrem de Distúrbios Dissociativos "escapam" da realidade de modo involuntário e pouco saudável, perdendo a memória ou achando que são outra pessoa. Estes distúrbios costumam surgir como resposta a certos traumas, ansiedades ou lembranças muito dolorosas.

Acredita-se que cerca de 7% da população mundial experimentam um episódio de Distúrbio Dissociativo durante sua vida.

Este tipo de psicopatologia, diz respeito à dissociação da mente humana, resultando daí, o surgimento de novas identidades dentro de uma só mente. Cada qual com sua própria personalidade, princípios e valores distintos entre si.

A causa para surdir este processo dissociativo, está profundamente ligado ao emocional, e uma das causas mais freqüentes que ensejam seu surgimento, é o abuso sexual na infância . Ocorre pelo fato de a pessoa sofrer algum choque emocional, e que por não conseguir lidar com tal situação, tende a se proteger do mesmo, criando, a partir do trauma, novas identidades, denominadas álteres-ego, para que, a estas, caibam a sustentação de todo peso emocional.

A característica essencial do transtorno Dissociativo é a presença de duas ou mais identidades ou estados de personalidade distintos, que recorrentemente assumem o controle do comportamento. Existe a incapacidade de recordar informações pessoais importantes, cuja extensão é demasiadamente abrangente para ser explicada pelo esquecimento normal. A perturbação não se deve a afeitos fisiológicos diretos de uma substância ou de uma condição médica geral. O Transtorno Dissociativo de Identidade reflete um fracasso em integrar vários aspectos da identidade, memória e consciência. Cada estado de personalidade pode ser vivenciado como se possuísse uma história pessoal distinta, auto-imagem e identidades próprias, inclusive um nome diferente. Em geral existe uma identidade primária, portadora do nome correto do indivíduo, a qual é passiva, dependente, culpada e depressiva


Quase todos (97 a 98%) os adultos com distúrbio dissociativo da identidade relatam ter sofrido algum tipo de abuso durante a infância. Isso pode ser documentado para 85% dos adultos e 95% das crianças e adolescentes com distúrbio dissociativo da identidade.

Entretanto, ocorrendo a existência de várias identidades, outras situações contribuem para o trauma. Dificuldades e frustrações de qualquer monta, tornam-se insuportáveis, pois o portador deste tipo de distúrbio é psicologicamente vulnerável, sendo, portanto, passível da criação de quantas personalidades se fizerem necessárias.

Ás vezes em uma única mente existem centenas de outros " eus", tendo cada um deles sua história, sentimentos e comportamentos específicos. Não raro, chegam a ter outra cultura e até mesmo terem sotaques estrangeiros, como também alguns podem ser religiosos e outros totalmente avessos aos costumes e a moral predominante.

O indivíduo portador deste distúrbio, dificilmente tem controle sobre seu outro " eu", pois a personalidade dominante, que é o ego, não tem conhecimento das demais. Sucede disso o obstáculo de ter ele, uma vida regular, haja vista, que, por cada outro " eu" possuir seu próprio estilo de vida, com gostos e preferências, não aceita consequentemente, o estilo do outro. Por exemplo, no caso de um indivíduo múltiplo amar gatos, pode ocorrer de uma das personalidades os odiar, a partir daí passando a ocorrer fatos, os quais não consegue entender, como no caso de se recolher para dormir e deixar os animais dentro de casa, não havendo possibilidade de saírem, e ao acordar não mais os encontrar. A partir de fatos como este, é capaz de desenvolver outros distúrbios, como mania de perseguição, fobias, entre tantas outras.

Os indivíduos com distúrbio dissociativo da identidade freqüentemente são alertados sobre coisas que fizeram, mas não conseguem se lembrar de tê-las realizado. Outras pessoas também podem comentar sobre mudanças de comportamento de que eles não se lembram. Eles podem descobrir objetos, produtos ou papéis escritos que não conseguem explicar e nem reconhecer.

No período em que um outro " eu" assume o controle, as demais identidades, ficam em estado de amnésia parcial, não tendo, portanto, conhecimento das ações praticadas pelas outras, sendo assim, freqüente a existência de uma personalidade que envolve-se em drogas ou até mesmo com coisas muito mais graves, tais como agressões, furtos, roubos e assassinatos.

Em suma, são personalidades totalmente distintas e independentes, mas que fazem parte da mente de um só indivíduo.

Após diagnosticada tal dissociação o tratamento é rigoroso e demorado, e quando da prática de um ilícito, recai o indivíduo, portador de tal distúrbio, na ininputabilidade, pois não é capaz de determinar-se quanto ao ato praticado.



Personalidade

Personalidade é definida por “padrões únicos e relativamente consistentes de pensamentos, sentimentos e comportamentos de um indivíduo”

Para os analistas do comportamento, saber qual é a personalidade de uma pessoa pode colaborar para que possamos esperar por alguns comportamentos mais prováveis de serem emitidos em detrimento de outros, menos prováveis de serem emitidos.

Isso significa dizer, que a personalidade descreve um conjunto de comportamentos, pensamentos e sentimentos de um indivíduo, mas essa personalidade não deve ser utilizada para explicar o comportamento e nem deve ser entendida como a causa do mesmo, o que costumamos corriqueiramente ouvir: Ele é tímido e por isso fala baixo, não olha para o seu ouvinte e tem dificuldade de se expressar. E por quê ele fala baixo, não olha para o seu ouvinte e tem dificuldade de se expressar? Porque é tímido.

Para os analistas do comportamento ser tímido é o mesmo que falar baixo, não olhar para o seu ouvinte, entre outros comportamentos também característicos do indivíduo que é considerado tímido.

Essa ressalva que os analistas do comportamento fazem permite que as pessoas fiquem sob controle daquilo que as levam a ter uma personalidade tímida, por exemplo, e dessa forma, abre possibilidades para uma mudança, se for o caso. E assim, é descartada uma visão simplista e mentalista, que muito pouco pode contribuir para ajudar os indivíduos a identificarem os seus padrões comportamentais.

Personalidade é tudo aquilo que distingue um indivíduo de outros indivíduos, ou seja, o conjunto de características psicológicas que determinam a sua individualidade pessoal e social.


O homem é sempre uma somatória de acontecimentos passados e presentes. O que compõem a personalidade das pessoas são os traços hereditários ou congênitos, as recordações conscientes e inconsciente de experiências passadas e os hábitos desenvolvidos de comportamento. Os problemas existenciais que nos angustiam, nos dividem nos fazem acreditar que felicidade e paz são sonhos inatingíveis.

Esses problemas surgem de formas diferentes por exemplo como herança do passado, por aprendizado na vida ou por inabilidade ou dificuldades em se adapatar às mudanças que a sociedade as vezes nos impõem. Há os que possuem facilidade em superar os problemas de sua existência como também há os que não conseguem atingir o equilíbrio e harmonia consigo mesmo e com a vida. Cabe então ao terapeuta facilitar ao paciente o desenvolvimento de uma base emocional mais sólida. Dar ao paciente o direito de "se sentir capaz" o sentimento que lhe foi roubado durante sua vida. Facilitará ao paciente o alargamento de sua percepção pois assim o mesmo aumentará a sua compreensão de si mesmo e dos fatos da sua vida. Ou seja ele ampliará a consciência de si mesmo.

Quando o indivíduo encontrar uma barreira que torna mais difícil para ele seguir uma completa realização de si mesmo, formam-se áreas de resistência, atrito e tensão, e dependendo da incidência deste, instalará ali bloqueios que distorcem a percepção da realidade. A energia necessita correr, se ela encontrar ligeiros bloqueios, ela os contorna e mantém o seu curso. Se constantemente desviada e "represada", conduzirá o indivíduo a comportamentos inadequados e inexplicáveis. O processo de ajuda terapêutica atua principalmente na remoção destes bloqueios mais severos facilitando ao indivíduo o fortalecimento de sua capacidade perceptiva e compreensiva, permitindo-lhe a tomada de decisões com um grau de clareza e adequação até então nunca sentido.As emoções tem um papel muito importante na forma de apresentação de comportamentos.

Emoção segundo a Wikipédia é um impulso neural que move um organismo para a ação, etimologicamente, a palavra emoção provém do latim emotionem, "movimento, comoção, ato de mover. As emoções tem participação no surgimento ou no estabelecimento de doenças. São as chamadas doenças psicossomáticas, que iremos falar com mais detalhes em outro tópico. As emoções compõem de uma tal maneira a personalidade do indivíduo que muitas vezes ele acha que ele próprio é determinada pela emoção, exemplo quando diz, sou uma pessoa triste, ou sou irritado, ele não enxerga que ele está triste ou esta irritado naquele momento, ele não é apenas aquela emoção sentida e sim muito mais do que isso.

Pensar que se é a própria emoção faz o indivíduo perder de si mesmo. Isto significa, em termos práticos, que está esquecendo de si mesmo, perdendo o foco da busca pessoal, desviando-se dos seus projetos futuros. Neste caso, a pessoa ficará sujeita ou escravizada às opiniões alheias. Tornará alguém que parece não ter vontade própria e passa a depender das opiniões e aprovações de amigos, parentes, pais e demais pessoas da sua convivência. Sente-se infeliz mediante qualquer comentário que não aprove suas ações, decisões, escolhas ou preferências se sentirá insegurança com medo de ter que enfrentar a realidade.


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Diz-nos Jung: "Uma personalidade é um todo vivo e individual, único e autómato, que se vai construindo a partir do nascimento, por uma integração dinâmica de fatores orgânicos, intelectuais, éticos, afetivos e sociais".

14/05/2010

CONFLITOS DE EMOÇÕES DESEQUILIBRAM O BEM ESTAR DO CORPO

Vivemos em um tempo, onde as doenças da alma estão se multiplicando; as situações mal resolvidas, sentimentos guardados, armazenam no inconsciente amargura, decepções, ódios, que na sua grande maioria geram doenças que chamamos de doenças psicossomáticas.

Definimos distúrbio psicossomático de acordo com os critérios diagnósticos do manual Diagnóstico e Estatístico de doenças mentais, como fatores psicológicos que afetam a condição física, resultantes de estímulos ambientais psicologicamente significativos e relacionados ao início ou exacerbação de uma condição física ou distúrbio específico.

É cada vez mais freqüente nos dias atuais diante da crise e dificuldades sociais que passamos encontrarmos pacientes que após serem submetidos a inúmeros exames, diagnósticos e enviados de médico em médico, mas não se tratando de uma doença. “Tudo está na sua cabeça” ou então que “sua doença é causada pelos nervos” como se diz popularmente, ou melhor, dizendo, por fatores psicológicos.

No entanto, qualquer pessoa que seja vítima de uma dor psicogênica sabe perfeitamente que essa é tão real, quanto uma perna quebrada e que a dor não passará a menos que seja tratada. Na verdade, todas as doenças possuem um fator psicológico associado, uma vez que fatores desencadeiam todas as alterações do “corpo” através dos nervos e hormônios. “Mente” e “corpo” representa antes de tudo o aspecto do ser humano como indivíduo, isto é, ser único, indivisível em sua essência.
O stresse que enfrentamos diariamente, vivenciando de forma negativa leva a desencadear reações de defesa do organismo, muitas vezes expressas sobre a forma de sintomas relatados, as vezes aos médicos, através de uma linguagem que exprime em si mesma o significado do Adoecer. As pessoas têm os “pés frios”, estão “geladas de medo”, “Tem um bolo na garganta”, ou sentem ânsia de vômitos por alguém ou alguma situação que não suporta.

A Psicossomática é um termo que surgiu no século passado, e só consolidou a partir desse século nos E.U.A, na escola de Chicago. Atualmente muitas patologias têm sido estudadas e compreendidas com relação aos mecanismos psicológicos que atuavam em suas origens. Dentre estas, as mais conhecidas pela população em geral são: A úlcera, a hipertensão arterial, palpitações, arritmias, asma brônquica, enxaquecas, cefaléias tencionais, síndrome pré-menstrual, angústias da menopausa, distúrbios alérgicos, diabetes, hipertireoídismo, dor crônica, câncer.

Como se trata?

As técnicas utilizadas no tratamento, baseiam-se no conhecimento dos fatores emocionais que ocorrem em cada caso e em diversas formas de terapia, utilizadas de acordo com cada patologia e associada a mediação clínica em uso pelo paciente.

O organismo dá sinais que evidenciam o problema antes que ele manifeste. “Percebe-los nem sempre é fácil, pois exige olhar para dentro de si”.

Muitas vezes, basta notar as pequenas contrariedades do dia-a-dia para descobrir o que não vai bem, se não dermos atenção à dor de cabeça, a irritação permanente, o problema vai sempre seguindo adiante até que a certa altura, o corpo trava, o corpo fala.
O estado emocional fragilizado pode até abrir espaço para ataques de agentes extremos, como vírus e bactérias.

Que estado emocional fragilizado é este?

É um resultado de situações mal resolvidas, em um passado próximo (superego) ou em um passado antigo (inconsciente).
É preciso detectar, diagnosticar, se o leitor é vítima de tal situação, procure ajuda para não se tornar algo crônico que não tenha mais solução; (A olhos humanos).
Que estado emocional é este?

Mágoa, revolta, amargura, ódio, falta de perdão, tristeza profunda, melancolia, decepção, etc.

PSICOLOGIA DA ADOÇÃO




Adotar uma criança não gerada biologicamente traz incertezas quanto ao seu desenvolvimento, preocupações com sua educação, mas também preenche uma lacuna dos pais adotivos, lacuna essa de poder amar e conviver com uma criança. Muitos são os conflitos internos desses pais quanto à criação desse filho adotivo; contar ou não sobre a adoção; como fazer isso; quando? Porém, nenhuma dificuldade pode sobrepor-se àqueles que adotaram de coração um filho, porque o laço de afetividade pura sobrepuja qualquer angústia momentânea, que é sempre uma oportunidade de aprendermos a amar mais.

A GESTAÇÃO EMOCIONAL DO FILHO ADOTIVO

Na maioria dos casos, a decisão de adotar uma criança decorre da impossibilidade de ter filhos biológicos. Essa impossibilidade pode ser do casal, ou exclusivamente de um deles. Um filho traz a sensação de valorização, a oportunidade de produzir coisas boas, de poder trocar afeto.

Quando o casal começa a conversar sobre a possibilidade de adotar uma criança, sobre as vantagens e dificuldades dessa atitude neste momento de suas vidas, eles passam a viver a etapa chamada de Gestação Emocional da adoção.

No decorrer desta espera que pode durar dias, meses, anos a ansiedade dos pais quanto ao aspecto físico da criança (sexo, cor de olhos e da pele, peso, etc.) e suas características emocionais, envolve as conversações entre os pais. Os temores quanto a herança biológica: doenças, mal formações; também fazem parte deste período.

Assim, o tempo que levaram desde o início da idéia de adoção até o seu florescimento (buscar a criança), corresponde a uma verdadeira gestação.

O momento de buscar a criança para trazê-la para casa eqüivale emocionalmente ao Parto: a expectativa de como será este encontro, como a criança é, como reagirá, desperta muita ansiedade. Nesta ocasião, que será de grande emoção, os pais poderão ter reações as mais diversas e confusas, tais como medo, insegurança, alegria, esses sentimentos também permeiam o universo dos pais biológicos quando têm seus filhos.

O Puerpério, período que dura mais ou menos 45 dias e corresponde ao pós-parto, é acometido de múltiplas emoções na qual a adaptação da criança aos pais se dá. Ao levar a criança para casa, os pais começam a praticar os cuidados com a criança, ou seja, alimentação, fraldas, troca de roupas, banho, etc. Durante esses cuidados diários a criança começa a adquirir o sentimento de pertencer àquela família, assim como os pais sentem que pertencem à ele. Todo esse manejo dá aos pais a sensação concreta que "criam" o filho, que ele é seu dependente e que precisa ser cuidado em tempo integral.

Nesse período, mais ainda quando o adotado é o primeiro filho do casal, os pais costumam sentir a responsabilidade de ter essa criança com eles, pode gerar dúvidas quanto ao erro ou acerto de tê-la adotado; pensam se vão sair-se bem nesta função, se são suficientemente bons, se estão preparados. Mas é também um período em que a vinculação entre pais e criança se estreita, onde o medo do abandono existe nos dois lados. Então, o menor gesto da criança de buscar auxilio dos pais representa a aceitação, daí todas as dúvidas são dissipadas porque aquela criança os reconhece como pais e os cativa. Os pais pensam "Nem lembramos que ela é adotada". "Para a criança o contato com os pais adotivos torna-os as pessoas centrais de sua vida"

PROTEGENDO O SEGREDO

Os pais adotivos que já "nem lembram" que seu filho é adotado, podem começar a ter em mente se devem ou não contar ao filho sobre sua origem. As dúvidas giram em torno de como contar, porque contar, como e quando!

O melhor modo de contar sobre a adoção é ter esse tema como um assunto que é "ventilado" naturalmente pelos pais desde o início do relacionamento com o filho. Não fazer desse assunto um tabu, um segredo a ser protegido.

A curiosidade da criança se acentua aos 3 anos de idade quando ela pergunta sobre o mundo que a circunda. Perguntando se são adotadas. Têm necessidade de saber sobre a origem das coisas. Portanto, o período infantil é o mais propício para contar a verdade.

Os pais que desejam omitir do filho o fato de ser adotivo precisam lembrar que a criança tem o direito de saber sua origem e buscar informações a esse respeito. É uma necessidade existencial do ser humano.

Contar à criança que ela é adotada evitará que ela saiba por terceiros, de forma distorcida e equivocada. O importante é salientar que ela foi escolhida; que dentre todas as crianças os pais optaram por ela. Que o sentimento de amor por ela os cativou.

Mesmo tendo sido esclarecida sobre a adoção, a criança ainda perguntará inúmeras vezes sobre isso. Em todas as vezes deve-se manter o mesmo conteúdo de resposta, isto é, a resposta mais próxima da verdade.

É igualmente importante não expor aspectos negativos da família de origem, pois a tendência, quando se expõe os aspectos negativos, é a criança sentir-se desvalorizada, inferiorizada. Os adotantes podem responder: "Não sabemos porque sua outra mamãe não pode ficar com você mas acreditamos que ela gostaria muito de fazer isso. Agora você é nosso filhinho e nós te amamos muito."

O que devemos ter em mente é que a criança tem medo do abandono e os pais adotivos também têm.



"Somos todos filhos uns dos outros."

10/05/2010

A escolha

Para um jovem de 18 anos é muito difícil escolher uma profissão pela qual se interesse. Nessa idade o adolescente está pensando em aproveitar todos os momentos da vida e não pensa com seriedade para qual curso universitário vai prestar vestibular. Muitos deles querem ir para a faculdade não para estudar, mas para fazer novos amigos e curtir as festas e baladas organizadas pelos estudantes.

A capacidade de decisão de uma profissão vem de uma série de fatores e influências. Os pais sempre querem o melhor para seus filhos, mas esquecem, que os mesmos servem de exemplo na hora da escolha profissional. Um pai/mãe que reclama de seu ambiente de trabalho de seus honorários e da dificuldade de progredir será um exemplo negativo para seu filho. Já um que “curte” seu trabalho consegue desperta no jovem uma certa curiosidade em relação a profissão de seus parentes.

O melhor a fazer é não forçar alguma profissão ao adolescente. Observar suas capacidades intelectuais e motoras é de grande importância, pois quando alguma coisa dá um certo prazer, é normal que nos interessemos mais por elas em detrimento a coisas que dão menos prazer.

A orientação vocacional ou a terapia surgem como meios de tornar esta decisão menos traumática.

Relacionamentos

Com a correria do dia-a-dia, as pessoas não conseguem manter ou investir em um relacionamento por muito tempo, por isso tendem a viver sozinhas.

Mas ai lanço uma pergunta! Quanto “custa” manter um relacionamento?

Não estamos abordando somente a parte financeira, roupas, jóias, academia, restaurantes, baladas, motéis, etc... Mas à parte de investimento pessoal.

Por que os relacionamentos ditos modernos duram tão pouco?

Por que os casamentos na forma antiga duravam mais?

O que esta acontecendo com os casais modernos?

Sem ser chauvinista, mas sendo, uma grande parte da culpa recai sobre a mulher moderna. Independente financeiramente, dona de seu nariz, competitiva, ela começou a descobrir para que serve um homem!Pergunta: Para que serve um homem?

Este ser dependente ao extremo (nunca acha nada), cego (nunca vê suas mudanças estéticas), básico (qualquer roupinha serve), egoísta (te troca por uma bola e mais um monte de marmanjos suados), insiste em mijar na tampa da privada e quando consegue levantá-la, sempre esquece de abaixar.

Você pode responder para o sexo. Quantas amigas suas, sorriem com ironia, ao ouvir ou ler esta resposta.

A grande vantagem do homem foi ter convencido, lá no século passado, que a mulher era o “sexo frágil”, que tinha que ser protegida (dominada) e amparada (dependente financeiramente) para que as coisas fluíssem (ter um bom casamento) Nossas avós sem muita condição de escolha se faziam “submissas” e tinham que engolir alguns sapos e quem sabe até passar por humilhações. Por tanto tinha que suportar o infeliz.

Entenda os homens

Os homens quando “resolvidos” procuram mulheres parecidas com suas mães (Complexo de Édipo). Alguém que possa cuidar e se importar com suas coisas leiam: Cozinhar, passar, vesti-los, mimá-los, não confundi-los com perguntas difíceis de responder, orientá-los. Se você não gosta de fazer nada disso, é seria candidata a ficar sozinha por longo tempo. Pois um homem que faz duas das coisas descritas no texto, só quer mulher para sexo...

O homem tem como sonho (inconsciente) morar com a mãe e ter uma namorada para outros fins.

O que posso concluir que o jogo do relacionamento pode pender mais para a mulher caso ela esteja afim de jogá-lo. Ser “sadiamente submissa” é ter mais chance de ter alguém ao seu lado.

Ser “sadiamente submissa” quero deixar bem claro, não é ser rebaixada/humilhada, é saber usar uma coisa que esta em falta, o charme, é fazer o outro precisar de você, é mostrar fragilidade, feminilidade. Deixar o outro acreditar que ele esta ditando as regras. É não assustá-lo logo de cara.